
Brasília - DF 02/02/2010Reunião do Conselho de Infra Estrutura ( COINFRA ) da CNI. Na mesa: Ralph Lima Terra (ABDIB), Yves Besse , presidente da ABCON e José de Freitas Mascarenhas , presidente do COINFRA.Foto: José Paulo Lacerda |
03/02/2010

Abcon conquista apoio da CNI para dinamizar o setor
Assessoria de imprensa Abcon 
Em reunião com o conselho de infraestrutura da entidade, Yves Besse, presidente da Abcon, amealha parceiros para cobrar ações mais efetivas do governo na área do saneamento básico.
“Ganhamos um aliado na luta por eficiência e transparência na gestão do saneamento básico no país”. Essa foi a avaliação de Yves Besse, presidente da Abcon (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), ao sair da reunião da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ontem à tarde, em Brasília.
Participaram do evento os membros do Conselho Permanente de Infraestrutura da entidade. “Os conselheiros perceberam a gravidade da situação e se dispuseram a dar prioridade zero às demandas do setor para o país alcançar a universalização dos serviços de água e esgoto”, disse Besse.
A convite da CNI, Besse fez um balanço dos três anos de vigência da Lei 11.445 — que dispõe sobre as diretrizes necessárias para a elaboração de planos de saneamento pelas esferas pública e privada. “Em 2008, o governo federal aplicou apenas 15% da verba destinada ao PAC do saneamento”, disse. Citando números do Ministério das Cidades, Besse mostrou que o ritmo de investimentos realizados pelo governo se mantém aquém do prometido. “Apesar do PAC ter sinalizado com R$ 40 bilhões entre 2007 e 2010, em nenhum desses anos a soma chegou a R$ 10 bilhões”.
Para Besse, é necessário haver uma maior articulação entre as prefeituras, companhias estaduais e o governo federal. “Os planos estaduais e municipais estão totalmente descoordenados e sem previsão de serem concluídos”, avaliou o presidente da Abcon. Por isso, ele propôs a articulação, a nível nacional, de um comitê de proteção ao marco regulatório do saneamento básico. “Dessa forma, haveria um acompanhamento da consolidação das novas normas para a expansão dos serviços de água e esgoto no Brasil, bem como coerção do uso político que se faz das empresas gerenciadoras”.
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